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Fonte: Terra e Liberdade

Bakunin chegou à Lyon em 14 de Setembro, ele buscava preparar um levante Lyon com todos os seus amigos da Internacional. Assim, em 17 de setembro de 1870, durante uma reunião pública, o princípio de um “Comitê Central de Salvação da França” é decidido. Bakunin realizou diversas reuniões secretas em Guillotière, bairro operário onde muitos membros da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) estavam localizados.

O Comité Central de Salvação da França, que conta entre os seus representantes membros de diferentes áreas da cidade, exibe uma grande atividade, publicando manifestos e multiplicando reuniões públicas. A coordenação é assim estabelecida entre os grupos revolucionários, associações operárias e milícias de cidadãos; assim os
planos de uma insurreição em Lyon são postos em prática.

Em 26 de setembro de 1870, se proclama a Federação Revolucionária das Comunas, durante uma reunião realizada perante 6000 pessoas, declara-se que é urgente aprovar um empréstimo forçado , a pena de morte contra os fugitivos ricos, a remoção de todos os oficiais, e em primeiro lugar, era preciso expulsar o prefeito e a Câmara Municipal. Eis o cartaz que apareceu colado peros muros da cidade:


República Francesa
Federação Revolucionária das Comunas

A situação desastrosa em que o país se encontra, a impotência dos poderes oficiais, e a indiferença das classes privilegiadas levaram o país à beira do abismo.

Se as pessoas organizadas não se apressarem para agir o seu futuro está perdido, está tudo perdido. Inspirando-se na imensidão do perigo, e considerando que a ação desesperada do povo não pode ser adiada um único segundo, os delegados dos comitês federados para a salvação da França, reunidos em seu Comitê Central, propõe a adoção imediata das seguintes resoluções:

Artigo 1º – A máquina administrativa e governamental do Estado tendo se tornado impotente, é abolida.
O povo francês permanece em plena posse de si mesmo.

Artigo 2º – Todos os tribunais criminais e civis são suspensos e substituídos pela justiça do povo.

Artigo 3º – O pagamento de impostos e hipotecas está suspenso. Impostos são substituídos por contribuição das comunas federadas levantadas a partir das classes ricas proporcionais às necessidades da salvação da França.

Artigo 4º – O Estado, tendo sido destituído de seu poder, já não pode intervir no pagamento de dívidas privadas.

Artigo 5º – Todas as organizações municipais estão anuladas e substituídas nas comunas federadas pelos Comitês para a Salvação da França, que irão exercer todos os poderes sob o controle imediato das pessoas.

Artigo 6º – Cada comina capital de um departamento vai enviar dois delegados, a fim de formar a Convenção Revolucionária para a Salvação da França.

Artigo 7º – A presente Convenção se reunirá imediatamente na Câmara Municipal de Lyon, uma vez que esta é a segunda cidade da França e a que é mais capaz de defender energicamente o país.

Esta Convenção, apoiada por todo o povo, vai salvar a França.

ÀS ARMAS!

E.B. Saignes, Rivière, Deville, Rajon (of Tarare), Francois Favre, Louis Palix, B. Placet, Blanc (G.), Ch. Beauvoir, Albert Richard, F. Bischoff, Doublé, H. Bourron, M. Bakounine, Parraton, A. Guillermet, Coignet the elder, PJ Pulliat, Latour, Guillo, Savigny, J. Germain, F. Charvet, A. Bastelica (of Marseilles), Dupin (of St. Etienne), Narcisse Barret,

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