Na Transversal do Tempo

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Quem disse que ser utópico e radical é ser idealista?

Essa confusão deliberada na desqualificação do utópico em nome de um suposto “realismo” é ostentada como adereço de superioridade de determinadas leituras do real e da ação política, porém mal e porcamente sustentam-se como algo maior do que um imediatismo que constrói paliativos que marcham céleres para a falência. E tudo isso pouco oculta a dimensão da covardia presente.

A desqualificação da utopia como ideal é parte disso,pois desmerece a construção do futuro em nome da adaptabilidade ou da saída mais “fácil e simples”,sendo que a adaptabilidade via de regra tem pouco menos característica de adaptação e mais de submissão, e a saída mais “fácil e simples,na maior parte das vezes constitui-se menos de saída e mais de remediação.

Um exemplo é a política antidrogas. Constrói-se a defesa da proibição em nome dos efeitos das drogas, como se a proibição…

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